VOLVO OCEAN RACE 2008/09

uol 16/10/2007 - 23h30

Grael desiste de Pequim para dar nova volta ao mundo

Bruno Doro

Torben Grael, maior medalhista olímpico brasileiro, não vai disputar as Olimpíadas de Pequim. O velejador aceitou nesta semana o convite para ser o comandante do time sueco Ericsson na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. Com isso, não vai lutar pela vaga na seletiva brasileira, em fevereiro no Rio de Janeiro.

FERREIRA JÁ PROCURA PARCEIRO
Parceiro de Torben Grael na classe Star há 20 anos, Marcelo Ferreira já procura uma nova dupla para tentar disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. Com 42 anos completados no mês passado, o proeiro de maior sucesso da vela no país deve anunciar nos próximos dias o nome de seu novo timoneiro. "Minha idéia é fazer a campanha olímpica com um novo parceiro. Tenho de começar rapidamente porque o período de preparação é curto. Quero resolver essa situação em uma semana e já iniciar os treinamentos", avisou Ferreira.
 
O anúncio oficial será feito na noite de quinta-feira, quando Grael irá confirmar que não dará seguimento à campanha olímpica, iniciada no meio deste ano, na Europa. Parceiro de Torben há 20 anos, o também bicampeão olímpico Marcelo Ferreira já procura um novo timoneiro para lutar pela vaga brasileira da classe Star na China.

"Eu não vou fazer campanha olímpica de qualquer jeito. Então, se fechar com um time para a volta ao mundo, não teria de tempo de disputar uma Olimpíada como eu quero", afirmava Grael antes de aceitar a proposta do Ericsson.

Grael está em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde o time sueco já iniciou os treinamentos para a próxima edição da Volvo Ocean Race, que começa em outubro de 2008. O Ericsson é a única equipe remanescente da edição 2005/2006 da volta ao mundo que vai competir em 2008 e chega com status de favorito.

A estrutura do time é o grande motivo de Torben ter aceito o desafio. Será sua segunda volta ao mundo. A primeira foi abordo do Brasil 1, que terminou em terceiro lugar em 2006. Após o final da aventura, o brasileiro afirmou que só voltaria à competição se tivesse chances de vencer.

"Eu só aceito uma nova volta ao mundo se a preparação for bem feita, com uma estrutura maior e mais tempo para treinamento. O Brasil 1 foi um projeto incrível, mas para uma segunda vez teria que ter chance de vencer", disse.

O time irá competir com duas tripulações, uma formada apenas por velejadores nórdicos e outra tripulação internacional, que deve ser privilegiada. Torben será o comandante da tripulação internacional e deve levar um brasileiro para o time. A maioria da tripulação, porém, já está definida, com quatro velejadores que já venceram a competição.

A equipe comprou também o barco campeão da última edição da regata e está terminando de construir uma nova embarcação. Os dois veleiros foram desenhados pelo argentino Juan Kouyoumdjian. A partir da comparação de rendimento dos dois barcos, os suecos irão construir um terceiro. Teoricamente, este último barco será o usado por Grael e sua tripulação para dar a nova volta ao mundo.

O brasileiro chega ao time após a saída do norte-americano John Kostecki, campeão da Volvo na edição 2001/2002. Ele deixou o time em agosto, citando motivos pessoais. O norte-americano comandou o Ericsson em algumas etapas da Volvo 2005/2006.

 

 

 

 

 

 


 

 

 


 

 

 
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