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Bons ventos para os brasileiros em Sidney
Globo.com
Fernando Duarte, Jorge Luiz Rodrigues e Leslie Leitão
. As esperanças brasileiras de medalhas na Baía de Sydney cresceram
bastante com as provas de ontem. Na classe Star, Torben Grael
e Marcelo Ferreira ficaram em sétimo lugar na única regata
do dia, mas mantiveram a liderança, quatro pontos à frente do
segundo lugar. Porém foi na classe Laser, de Roberto Scheidt,
que vieram as melhores notícias. O brasileiro foi quinto lugar
na primeira regata e venceu de forma brilhante a segunda, derrubando
a diferença que era de 14 pontos para o líder para apenas quatro.
Mas se a princípio o inglês Ben Ainsle entra com boa vantagem
para o último de prova, que terá duas regatas, a frieza dos números
cai diante do provável descarte das piores notas. Depois de nove
regatas, Scheidt e Ainsle descartaram um 23º lugar cada um.
Mas no final das 11 regatas, o segundo pior resultado também será
descartado, o que favorece, e muito, ao brasileiro. Enquanto o
atual campeão olímpico tem um 21º lugar para ser eliminado - o
equivalente a 21 pontos -, o segundo pior resultado do inglês
é uma 11ª posição - ou 11 pontos. Com isso, o brasileiro entra
no último dia com uma vantagem de seis pontos.
Esbanjando confiança, Scheidt era todo sorrisos nas entrevistas
após as regatas. Afinal, toda a pressão psicológica cai sobre
seu adversário.
- Foi um dia ótimo. Espero dormir melhor do que ele esta noite.
Eu já tenho uma medalha de ouro. Vou jogar no nervosismo dele
- disse Scheidt, que na prova final das Olimpíadas de Atlanta-1996,
numa luta acirrada com Ainsle, ele venceu, provocando uma dupla
queimada de largada dele e do inglês, que deu o título ao brasileiro.
Mesmo os jornalistas ingleses pareciam preocupados com a tensão
sobre Ainsle. Três equipes de televisão repetiram, em seqüência,
a mesma pergunta: mentalmente, você está preparado para as provas
de amanhã?
- Aprendi muito depois de Atlanta. Sei que serão regatas tensas.
Dependendo do resultado da primeira regata, posso tentar marcar
Scheidt na última.
Na classe Star, se a distância para os adversários diminuiu um
pouco, o resultado foi comemorado por Torben Grael devido
às circunstâncias.
- Os ventos estavam muito inconstantes e demos o azar de estar
no pior lado da raia quando ele mudou no início e viramos a primeira
bóia em 13º lugar. Ainda conseguimos um sétimo lugar. Agora, vamos
nos agarrar a essa liderança com unhas e dentes - afirmou Torben.
Das quatro regatas restantes na Star, três devem ser realizadas
hoje. Na Laser, as provas devem terminar hoje.
Contribuição:
Espaço Náutico
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