Rumo ao Bi
Torben Grael e Marcelo Ferreira esperam que os ventos tragam
outra medalha de ouro. Eles caem na água amanhã
O
Dia
SYDNEY. O iatista Torben Grael (atrás) começa às 12h deste
sábado (22h de hoje no Brasil) a busca de mais alguns recordes
em sua carreira. Ao lado do proeiro Marcelo Ferreira (à frente),
Torben tentará o bicampeonato olímpico da classe laser.
Com nova medalha de ouro, eles igualarão a marca de Adhemar Ferreira
da Silva, único brasileiro a subir ao lugar mais alto do pódio
em duas Olimpíadas consecutivas.
Além disso, Torben se tornará o primeiro brasileiro a levar
medalhas em quatro edições dos Jogos e igualará a marca do nadador
Gustavo Borges, que possui quatro medalhas olímpicas (duas de
prata e duas de bronze). Só que o hexacampeão mundial possui prestígio
maior em sua coleção, já que soma uma prata (na classe soling,
em Los Angeles-94), um bronze (na star, em Seul-88) e um ouro
(na star, em Atlanta-96).
"Estamos confiantes em fazer uma boa participação. Se vier a medalha,
melhor. Fomos bem preparados para Atlanta e agora estamos bem,
novamente. Mas isso não garante nada", afirma Torben, um
dos nomes mais respeitados do iatismo mundial.
"Em Barcelona, eram 32 barcos competindo na classe star. Em Atlanta,
foram 28, e aqui serão só 16. Desses, pelos menos 10 têm condições
de ir ao pódio", acredita Torben, que só competiu, ao lado
de Marcelo Ferreira, uma vez na Baía de Rushcutters, onde
serão disputadas as regatas. "O representante atual da Grã-Bretanha
é superior ao que foi a Atlanta. EUA, Austrália, Canadá e Itália
também têm tripulações muito fortes. A vela está cada vez mais
profissional e não será fácil repetir a medalha", afirma Marcelo
Ferreira.
Contribuição:Espaço
Náutico