Vela brasileira avança firme
Robert Scheidt lidera na classe Laser e quer o bicampeonato,
mas outros iatistas preparam suas estréias em Sydney nas classes
Star e Finn
Jornal
da Tarde
Heleni Felippe
Os ventos voltaram ao normal na baía de Rushcutters, em Sydney,
e os velejadores brasileiros largam, da Marina do Iatismo, para
a estréia em mais duas classes, a Star, com Torben Grael e
Marcelo Ferreira, e a Finn, com Christoph Bergmann. Torben
inicia uma luta pessoal para ganhar a sua quarta medalha olímpica
e igualar o número recorde do nadador Gustavo Borges.
Adhemar recordista
Mas Torben também é candidato a igualar um outro recorde
mais antigo ainda - assim como Robert Scheidt, na classe Laser
-, o de Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico no salto
triplo, em Helsinque, em 1952, e em Melbourne, em 1956.
As duas primeiras regatas, de um total de 11 (com dois descartes)
para as classes, começam às 22h de hoje (horário de Brasília),
quando também o iatista Robert Scheidt entrará na água para tentar
manter a liderança na competição, obtida depois das quatro primeiras
regatas da Laser.
Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, Scheidt,
que também é tetracampeão mundial da classe, vem mantendo a regularidade
na disputa olímpica. Tem duas vitórias, um segundo lugar e um
23º (que pode ser um dos descartes) e ocupa o primeiro lugar na
classificação dos 40 barcos que competem em Sydney. O segundo
colocado é o português Gustavo Lima.
Ainslie, terceiro O inglês e principal rival de Scheidt, Ben Ainslie,
ocupa a terceira posição, com duas vitórias, um terceiro lugar
e um 23º, uma campanha muito parecida com a do brasileiro. "Só
depois da quinta regata podem ser feitos os descartes, mas com
dois primeiros e um segundo lugar Scheidt está muito bem", avalia
o chefe da equipe de iatismo, Reinaldo Câmara.
Os outros dois barcos que estréiam também estão bem preparados,
na avaliação de Reinaldo. Torben e Marcelo chegaram à Austrália
no dia 29 de agosto, com tempo para escolher um entre os dois
barcos que tinham à disposição e preparar o equipamento para competir.
Os australianos Colin Beashel e David Giles e os norte-americanos
Mark Reynolds e Magnus Liljedahl são adversários fortes. "Essa
é uma classe muito difícil de velejar, em que cada regata é um
evento, mas o Torben e o Marcelo são os atuais campeões
olímpicos e não querem perder o título por nada", ressalta Reinaldo.
Christoph Bergmann bateu em um banco de areia quando estava velejando
contra o sol, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, e ainda quebrou
o barco no meio da competição naquela edição dos Jogos. "Aqui
não tem banco de areia e o barco é alugado da Europa e muito bom."
O Brasil tem competidores ainda na parncha à vela, com Christina
Mattoso Maia e Ricardo `Bimba' Winicki. Na classe 470, com Alexandre
Paradeda e André `Bochecha' Fonseca e Maria `Dijá' Krahe com Fernanda
Oliveira. E na classe Tornado, com Henrique `Kiko' Pellicano e
Maurício Santa Cruz.
Contribuição:Espaço
Náutico